Vacina de Covid e amamentação

Instituto Villamil - vacinação covid e amamentação

Apesar das mulheres que amamentam terem sido excluídas dos ensaios clínicos da vacina de COVID, especialistas recomendam sua aplicação. Continue lendo para saber sobre benefícios, efeitos colaterais e segurança das vacinas para o coronavírus.

Após vários meses de espera, três vacinas contra o COVID foram finalmente autorizadas nos Estados Unidos para uso emergencial. Duas dessas vacinas, Pfizer e moderna, obtiveram taxa de sucesso maior que 94%, enquanto a Johnson&Johnson possui eficácia de 72% na América do Norte. A vacina está sendo distribuída por todo território Americano para os trabalhadores da área da saúde e indivíduos de grupos de risco.

Essa grande reviravolta deixa as pessoas esperançosas. Será que o final da pandemia está próximo? Já outros, possuem dúvidas sobre a segurança da vacina, incluindo muitas mães que amamentam que foram excluídas dos testes clínicos. Nesse texto, vamos apresentar tudo que você precisa saber sobre a vacina de COVID para as lactantes.

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A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gravidas e lactantes, no entanto estudos em animais não demonstraram risco de malformações.

As mães que amamentam podem receber a vacina de COVID?

A resposta curta para essa pergunta é SIM. A maioria dos especialistas e organizações de saúde recomendam que as lactantes recebam a vacina de COVID. Porém, você deve sempre consultar seu médico para avaliar os possíveis riscos e benefícios da aplicação da vacina.

“Como a vacina é ainda muito nova, não existe dados específicos para mães que amamentam”, disse Nicole Calloway Rankins, médica especialista em Saúde Pública e membro da comunidade de Obstetrícia e Ginecologia dos Estados Unidos. “Mas nós aprendemos que de modo geral as vacinas são muito bem toleradas e possuem poucos efeitos colaterais. Também aprendemos que após a segunda dose da vacina Pfizer e Moderna que aparece mais frequentes os efeitos colaterais, como fadiga, dor muscular e febre. Esses sintomas usualmente melhoram em 24 a 36 horas.”

“As pesquisas disponíveis até agora sugerem que as mulheres que amamentam não têm mais efeitos adversos que qualquer outra pessoa”, adiciona Henry C. Lee, médico e professor de pediatria. “Quanto mais pessoas forem sendo vacinas, mais vão ser rastreados potenciais efeitos colaterais”, acrescenta.

“Com a vacina, você está aceitando os riscos dos efeitos colaterais, que até onde sabemos são mínimos. Sem a vacina, você está aceitando o risco de contrair COVID, que já sabemos que pode ser potencialmente devastador”, disse o Dr. Rankins.

Tratamento do coronavírus na amamentação

 

É também importante ressaltar que o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia e a Academia Médica Americana de Amamentação recomendam que mulheres lactantes sejam vacinadas. De acordo com o site da Academia: “Enquanto existe um rico pouco provável para a criança, por outro lado existe um benefício biológico plausível. Os anticorpos e células T estimuladas pela vacina podem passar passivamente através do leite materno. A vacinações contra outros vírus demonstraram que o anticorpo IgA pode ser detectado no leite materno após 5 a 7 dias da vacinação. Os anticorpos transferidos para a criança através do leite podem proteger a criança contra a infecção do SARS-CoV-2.”

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A vacina contra COVID-19 não deve impedir o início da amamentação e nem obriga a sua interrupção.

Por que as mulheres que amamentam não foram incluídas nos testes de vacinação?

“Mulheres grávidas e que amamentam são quase sempre excluídas de testes clínicos, logo essa situação não é incomum”, fala Dr. Rankins. Isso ocorre porque os especialistas não entendem perfeitamente os riscos para os bebês.

Algumas organizações, como o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia, insistem que esse padrão deve ser mudado. Eles acreditam que “mulheres gravidas e lactantes devem ter a escolha de participar dessas pesquisas, e não ter essa decisão imposta a elas”, disse Dr. Rankins. Por enquanto, os únicos dados que temos são de profissionais de saúde e trabalhadoras de áreas essenciais que amamentam e receberam a vacina.

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A vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e seu médico.

Quais são os benefícios de receber a vacina de COVID enquanto a mulher está amamentando?

A mãe que está amamentando vai receber a vacina ou não? Essa é sempre uma decisão dos pais, e para realizá-la é preciso comparar os riscos e benefícios. “O benefício primário de receber a vacina é que a mãe irá potencialmente obter proteção contra COVID ou ter doença menos grave. O que resulta em uma maior possibilidade de continuar cuidando do seu filho”, disse o Dr. Lee. Além disso, “baseado em o que nós sabemos até agora sobre outras vacinas, acreditamos que os anticorpos produzidos pela mãe possam passar pelo leite materno e conferir uma proteção adicional para o bebê”, diz Dr. Rankins.

Ambas vacinas, Pfizer e Moderna, necessitam de 2 doses – você recebe a segunda dose da Pfizer após 3 semanas da aplicação da primeira dose, e a Moderna após 4 semanas. Seu corpo demora cerca de 2 semanas após a segunda dose para construir uma imunidade suficiente contra o coronavírus. Depois desse período você terá aproximadamente 94% de proteção contra o COVID-19. Por outro lado, a vacina da Johnson&Johnson necessita de apenas uma dose e sua eficácia é cerca de 72% nos Estados Unidos. O coronavírus pode ser uma ameaçar a vida em casos severos, logo a vacina pode poupar a vida da mãe e do seu bebê.

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A vacinação contra o Covid-19 pode evitar casos graves e, consequentemente, evitar a separação do binômio mãe-filho.

Como eu devo fazer essa decisão?

Ainda está insegura de tomar a vacina contra o COVID enquanto está amamentando? Comece checando o site do Centros de controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (Centers for Disease Control and Prevetion – CDC). Lá eles possuem diversas informações sobre as vacinas. Além disso, “se você estiver considerando em tomar a vacina enquanto amamenta, é importante perguntar ao seu médico para entender o contexto do seu risco pessoal”, disse Dr. Rankins. “Por exemplo, se você possui algum problema de saúde como diabetes, hipertensão, ou problemas pulmonares que aumentam o risco de ter uma forma mais severa da doença, você deve estar mais favorável a tomar a vacina durante a amamentação”. Leve também em consideração seu local de trabalho. Se você for professora, trabalhador da área da saúde, caixa de supermercado ou entrar em contato com muitas pessoas ao longo do seu dia talvez seja melhor tomar a vacina.

Outra forma de ajudar na sua decisão é pesquisar sobre como mulheres que amamentam respondem a outras vacinas. “Nós sabemos que aplicação de outras vacinas durante o período de amamentação é extremamente seguro e possui riscos mínimos de efeito colateral para o bebê”. Além disso, a maioria das vacinas de COVID são de RNA mensageiro, o que significa que não possui nenhum vírus vivo ou morto. Em outras palavras, mães e bebes não podem ser infectados por meio da vacina.

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As gestantes e lactantes, pertencentes aos grupos prioritários, que não concordarem em serem vacinadas, devem ser apoiadas em sua decisão e manter medidas de proteção.

Apesar de especialistas recomendarem a vacinação é sempre importante consultar o seu médico antes de realizar essa escolha. “Está é uma doença devastadora e essas vacinas ajudarão a detê-la, mas apenas se um número suficiente de pessoas forem vacinadas”, diz o Dr. Rankins.

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