Teste do pezinho: o que é e por que é tão importante.

Teste do pezinho - importância

Todos já ouviram falar do famoso teste do pezinho realizado em recém-nascidos. Mas, afinal, do que consiste esse exame e por quê ele é tão importante?

O teste do pezinho faz parte da triagem neonatal – diversos testes preventivos realizados em recém-nascidos. Esses testes diagnosticam doenças que têm maior possibilidade de tratamento se detectadas mais cedo. Dessa forma, esse conjunto de testes é essencial para todos os bebês. No Brasil a realização dessa triagem é de direito de todos os bebês e pode ser realizada gratuitamente no serviço de saúde pública.

 

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São testes da triagem neonatal:

  • Teste do pezinho
  • Teste da orelhinha
  • Teste do olhinho
  • Teste do coraçãozinho

O que é o teste do pezinho?

O teste do pezinho é um exame que deve ser realizado entre o terceiro e sétimo dia de vida. O teste ajuda a diagnosticar diversas doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas que podem atrapalhar o desenvolvimento saudável do bebê.

Enquanto seu bebê ainda está na barriga, o ambiente uterino e a placenta são capazes de protegê-lo, de forma relativa, contra manifestações de algumas doenças. Dessa forma, algumas condições só podem ser diagnosticadas após o nascimento, quando o metabolismo do bebê passa a funcionar por conta própria.

Teste do pezinho - importância
Todos os recém-nascidos têm direito ao teste do pezinho oferecido pelo SUS gratuitamente.

Por que é tão importante para meu bebê realizar o teste do pezinho?

A grande importância do teste do pezinho é garantir uma prevenção adequada de sequelas causadas por algumas da doenças por ele identificadas. As condições triadas no teste do pezinho, apesar de serem em sua maioria assintomáticas em primeiro momento, precisam de diagnósticos precoces para garantir intervenções e tratamentos o mais rápido possível.

Dessa forma, se o teste não for realizado dentro do período ideal, caso o bebê possua alguma dessas doenças, sem manifestações, essa doença pode já estar prejudicando o seu desenvolvimento sem ninguém perceber. Assim, com o teste é possível promover o tratamento específico para diminuir ou eliminar possibilidades de lesões irreversíveis como deficiências mentais, físicas e até o óbito.

Além disso, as condições incluídas na triagem podem não ter ligação nenhuma com histórico familiar. Por isso, mesmo que ninguém da sua família tenha alguma dessas condições, é essencial que seu bebê seja triado mesmo assim.

É importante atentar para a realização do teste dentro do período ideal – A partir do marco de 72 horas de vida até o sétimo dia. Caso o teste do pezinho seja realizado antes desse período, podem haver alterações. Antes de 48 horas de vida o bebê ainda não se alimentou de forma a ingerir proteínas suficientes para análise de alguns dos resultados. Após esse período pode ser que doenças ainda não diagnosticadas comecem a causar repercussões prejudiciais no organismo do bebê. Por isso, dentro do período ideal, quanto antes for realizado o teste, melhor. Contudo, mesmo se passado esse intervalo, o teste ainda deve ser feito de qualquer maneira.

Atenção! Bebês prematuros também devem realizar o teste. No entanto, são necessárias mais coletas em períodos diferentes.

Como é realizado o teste do pezinho?

Teste do pezinho - a importância
O teste do pezinho é feito a partir da coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê.

O teste do pezinho consiste em coletar algumas gotinhas de sangue em um papel filtro especial para que possa ser feita a análise laboratorial. A amostra de sangue é retirada a partir de uma punção no calcanhar do bebê. Dai o nome “teste do pezinho”. O calcanhar possui muitos vasos sanguíneos, facilitando o acesso ao sangue de forma pouco invasiva, por isso a coleta, geralmente, é feita nesse local. Porém, caso o bebê precise fazer uma coleta de sangue para outros exames, o sangue coletado na veia também pode ser utilizado para a triagem. Não há diferença entre um sangue da veia e o da punção do calcanhar.

Quais as doenças diagnosticadas pelo teste do pezinho

Existem versões básicas e ampliadas do teste do pezinho que abrangem diferentes doenças. A versão básica é obrigatória e gratuita em todo o território nacional, oferecida tanto pela rede pública quanto pela rede privada.

A versão básica cobre as seguintes doenças:

  • Fenilcetonúria:

Doença causada por alterações de atividades enzimáticas, podendo causar deficiências mentais caso não tratada adequadamente.

  • Hipotireoidismo congênito

Decorrente da falta ou redução de produção do hormônio da tireoide, essencial para o desenvolvimento.

  • Deficiência de biotinidase

Deficiência que impede o organismo de aproveitar a vitamina biotina presente em alimentos. Pode interferir no desenvolvimento intelectual.

  • Hiperplasia Adrenal Congênita

Caracterizada por deficiência de enzimas que produzem os hormônios esteróides. O diagnóstico precoce pode ajudar a melhorar o padrão de crescimento do bebê.

  • Fibrose cística

Doença crônica que causa má absorção intestinal e problemas pulmonares como obstrução de vias aéreas e infecções recorrentes. Essa doença possui taxa alta de mortalidade, mas se identificada precocemente e acompanhada por um médico pode ter seus riscos reduzidos.

  • Anemia falciforme

Causa alterações na estrutura da hemoglobina no sangue, comprometendo o transporte de oxigênio pelo organismo.

É importante lembrar que ano após ano novos testes são acrescentados à triagem. Portanto, quais doenças são triadas pode ser uma informação variável. Da mesma forma, pode ser que o teste do SUS futuramente iclua mais doenças. No início do teste, eram triadas apenas 3 doenças! Com o passar do tempo, novas tecnologias continuam a permitir detecção precoce de cada vez mais doenças.

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Teste do pezinho - importância
o Teste do pezinho está mudando ano a ano onde cada vez mais doenças podem ser triadas para garantir diagnóstico precoce.

As versões ampliadas do teste do pezinho incluem também outras doenças como:

  • Galactosemia: doença genética
  • Toxoplasmose congênita: doença infecciosa
  • Deficiência de G6PD: deficiência enzimática
  • Rubéola congênita: doença causada por vírus
  • Doença de Chagas: doença infecciosa
  • Espectometria De Massa Em Tandem: Exame que detecta alterações metabólicas e doenças de aminoácidos como a Acidúria Glutárica – doença do filho Théo da jornalista Larissa Carvalho.
  • Surdez congênita não sindrômica
  • HIV 1 e 2
  • Deficiência de MCAD: deficiência de enzimas que pode estar relacionada à morte súbita.
  • SCID – Triagem para imunideficiência combinada grave – avalia alterações de imunidade primárias graves do recém-nascido. Essa síndrome constitui uma urgência dentre as doenças do sangue.

A realização do teste do pezinho é um direito de todo bebê, fornecido de forma gratuita pelo sistema de saúde. Dúvidas sobre quais outros exames realizar devem ser esclarecidas pelo pediatra assistente.

 

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