Sheila e Luiz Francisco: Da Indução ao final feliz!

Parto1

Minha gravidez foi relativamente tranquila, os maiores desafios foram os enjoos que duraram toda a gestação (cheguei a perder uns 7kg no início). E a insônia, que me acompanhou desde o primeiro mês também, houve períodos que passei mais de uma semana sem conseguir dormir mais que 1 ou 2hs por noite.
Devido a cirurgias anteriores, eu tinha um quadro de Insuficiência do colo do útero, que poderia levar a um parto prematuro. No entanto, ao longo do acompanhamento na gravidez meu colo se apresentou normal. E assim seguimos até as 39 Semanas e 4 dias…
Minha bolsa rompeu no domingo (07/11), após um dia calmo e bem gostoso! Estava indo dormir, quando acionei a Lili, suspeitando do rompimento e na sequência rompeu para valer…com líquido para todo lado. Devido a exame positivo para Streptococcus, a dra Ana solicitou que me dirigisse ao hospital para internação.


Segui para o Mater dei, a dra Renata me encontrou e internamos já passava um pouquinho de meia noite. Demos início ao antibiótico e indução do parto com comprimidos. Ao longo da madrugada, muitas contrações mas sem ritmo…e a insônia não me permitiu descansar nadinha.


Dia seguinte, 08/11, seguimos na indução e nada do trabalho de parto evoluir…além de nos depararmos com um desafio inesperado: meu colo era inexistente…ao que tudo indicava, a apresentação de colo do ultrassom era de um colo “para dentro do útero”. E que não tinha dilatado nada até então. Por volta das 15/16hs a dra Ana inseriu um balão e para auxiliar na abertura do colo foram colocados contrapesos do lado de fora, de modo que eu tinha que ficar verticalizada, movimentando para que o peso ajudasse a abrir passagem para o balão e assim dilatasse. Ficamos assim, até por volta de 23hs, quando a dor (das contrações sem ritmo) e cólica pelo peso colocado se tornaram insuportáveis. A equipe prontamente me explicou as implicações da retirada do balão antes do tempo (faltavam umas 4hs) e atenderam ao meu pedido. E para nossa surpresa o balão havia dilatado o colo em 5 cm, e só não tinha saído.
Demos início a parte ativa do trabalho de parto, após aplicação da analgesia e uma pausa para descanso. E entramos na madrugada no dia 09/11 dessa forma…O cansaço tomou conta de mim, entrei no expulsivo exausta e sem forças…chegamos em 10 cm, e não conseguia fazer força suficiente para trazer meu filho ao mundo. Me sentia fraca, e também um fracasso…só dependia de mim, mas eu não conseguia.
Por volta de 07hs/07:30hs, no limite do cansaço, dor e exaustão…pedi opções para que meu filho pudesse nascer…e a dra Ana sugeriu utilização do extratos a vácuo. E assim fomos, e por volta de 08:40hs meu filho chegou.
Não foi um parto fácil, simples, luminoso! Mas foi o parto que tinha que ser e principalmente seguro para mim e o bebê, que fomos monitorados durante todo o tempo! Além de ter minhas decisões respeitadas pela equipe, que me apresentaram opções nos momentos que assim pedi.


Dessa forma, fica aqui registrada minha gratidão à Dra Quésia, com quem fiz minha primeira consulta e me encantou com sua humanidade. A dra Flávia, que fez toda uma investigação para entender se havia causas para os abortos que tinham ocorrido em 2020 e sempre foi muito humana. A dra Ana que me acolheu nos abortos que tive em 2020, e cuidou de mim na gravidez e ao longo do parto, com cuidado e respeito. A Fernanda, que me salvou nas consultas e suplementação para lidar melhor com os enjoos e garantir um ganho de peso adequado. A Julia, pelas sessões de fisio (foram poucas) mas fizeram diferença. Ao Norton, pela acupuntura que me ajudou a lidar com as dores que surgiram na gravidez. A Lili pelo amparo ao longo de todo processo. A Carla pela paciência e também pelo apoio e cuidado ao longo do trabalho de parto. A dra Renata, pelo acompanhamento e ajuda…
Enfim meninas, foi intenso…foi desgastante! Mas ter meu filho nos braços, em segurança e amparada por uma equipe de confiança não tem preço!

Dicas:
– do ponto de vista do parto, segui as indicações aqui do grupo para as malas de maternidade e não passei perrengue!
– Agora, saliento que uma coisa que fez muita diferença até o momento (meu bebê com 11 dias) foi me organizar para o período pós parto…alguns exemplos:
* deixei comida na geladeira para 10 dias de refeições
* atribui tarefas ao marido (no meu caso, mas poderia ser outra pessoa) – como lavar louça, roupas e cuidar do lixo (hoje temos alguém que nos ajuda 1 x por semana com limpeza da casa)
* para a rede de apoio, defini como queria ser ajudada – pela minha mãe, pela minha sogra…pq não ia dar conta de um monte de gente em cima de mim, e nesse contexto de pandemia era a última coisa que queria…
* manter frutas picadas na geladeira para facilitar comer ao longo do dia
* nas madrugadas, pela insônia ao longo da gestão consigo ir bem cuidando do bebê até umas 04/05hs, mas nesse horário preciso de ajuda, então amamento e deixo ele com meu marido para descansar algumas horas.
* é tudo ultra corrido, mas estou tentando manter uma rotina de auto cuidado, com um banho mais demorado e cuidado com a pele (que virou praticamente um chokito de tanta espinha depois que o bebê nasceu).

São detalhes, mas que nesses 10 dias tem feito muita diferença para um maternar mais leve…a partir da próxima semana entro em um nível diferente de dificuldade com meu marido voltando a trabalhar e fora de casa de 06:30 às 23hs…estou me organizando, readequando algumas coisas…e vamos lá, bora viver um dia por vez!

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