Segredos para uma Alimentação Responsiva

instituto villamil alimentação responsiva

Sabemos que os 3 primeiros anos de vida são fundamentais na criação dos hábitos alimentares, o que pode ser positivo ou negativa ao longo da vida da pessoa. Esse também é um momento bastante desafiador para os papais e mamães pois a criança não possui maturidade para se alimentar sozinha. Logo, os pais possuem um papel muito importante na construção do hábito alimentar dos seus filhos.

A interação entre cuidadores e criança durante a alimentação tem efeito direto na forma que a criança irá lidar com os alimentos. A Alimentação Responsiva consiste na relação entre pais e filhos, na qual o cuidador tem interesse na alimentação da criança e respeita e entende seus sinais de fome e saciedade. Você está se perguntando como estabelecer uma Alimentação Responsiva? Continue lendo para entender mais sobre essa prática.

Alimentação Responsiva
A alimentação Responsiva contribui para autonomia da criança

Princípios da Alimentação Responsiva

A alimentação Responsiva foca em três pilares: autonomia, competência e relacionamento. Quando os pais têm atenção e interesse na alimentação da criança, eles são capazes de perceber seus sinais de quando estão com fome ou satisfeitas e estabelecer assim uma comunicação. A comunicação entre a criança e o cuidador é importante para uma futura alimentação sem ajuda dos pais.

Dessa forma, a Alimentação Responsiva é construída a partir de um laço altamente interativo. A criança é capaz de expressar sinais que mostram seus desejos e o pai é capaz de reconhecer e responder aos sinais da criança. Essa comunicação pode ser por meio de careta, gritos, sorrisos, balbucios, movimentos de raiva ou de felicidade.

Para alcançar a comunicação positiva durante a refeição é preciso estar atento para tudo que envolve a alimentação. O ambiente, a rotina, a postura ao comer, a escolha, o preparo e a apresentação dos alimentos são fundamentais para que a criança tenha uma experiência agradável. A refeição familiar é algo que deve ser incentivado desde a infância. Alimentar junto aos pais, irmãos e familiares contribui para o fortalecimento dos vínculos e estimula o desenvolvimento social da criança.

Alimentação Responsiva
A forma como se dá a interação entre pais/cuidadores e filhos nos primeiros anos de vida repercute positiva ou negativa. O que pode interferir na nutrição, no crescimento e no desenvolvimento cognitivo e social da criança.

 

Alimentação Sem Resposta

A alimentação sem resposta é a falta de comunicação entre cuidador e a criança. Nessa situação os pais permanecem passivos, ou seja, são descuidados ou pouco envolvidos na alimentação dos filhos. Como também, podem ser autoritários exigindo um controle da alimentação muito rígido. Um exemplo são pais que não permitem que a criança coma certo alimento que ela gosta como forma de punição ou castigo ou fazer pressão para que a criança coma.

As vezes os pequenos se recusam a alimentar, porque estão satisfeitos ou por não gostarem da comida oferecida. Quando essa situação é frequentes e os pais obrigam a criança a comer, o momento de alimentar se torna tenso e frustrante tanto para as crianças quanto para os cuidadores.  Os pais ficam frustrados por não conseguirem concluir a tarefa de alimentar o filho, e a criança por perder sua autonomia. Como consequência, ela pode deixar de valorizar seus sentimentos de saciedade e perder o interesse em comunicar com os pais.  Além disso, essa experiência negativa pode contribuir para que o pequeno não aceite alimentos novos.

Alguns estudos também demonstraram a ligação entre alimentação não responsiva com aumento da obesidade e crianças abaixo do peso. A negligência ou autoritarismo durante as refeições pode resultar em uma alimentação não saudável, rica em gorduras, açucares e produtos industrializados, como também uma diminuição da ingestão de alimentos.

Alimentação Responsiva
Distrações durante a alimentação pode fazer com que a criança perca o interesse pela comida. Além de prejudicar na construção de bons hábitos alimentares.

Alimentação Responsiva durante a amamentação

A alimentação responsiva vai além da nutrição, ela também promove amor e conforto reforçando a relação entre mães e filhos. Essa situação envolve a mãe respondendo as demandas do seu bebê, mas também ao seu próprio desejo de amamentar.

Por exemplo, a mãe pode amamentar quando seu bebê está com fome, estressado, em um ambiente não familiar ou precisando de um aconchego. Da mesma forma pode amamentar para suas próprias necessidades, como antes de sair ou de descansar.

Nesse sentido, a alimentação responsiva reforça a amamentação sobre livre demanda. Nos primeiros meses não é recomendado que o bebê tenha uma rotina para se alimentar. Cada bebê e mãe são únicos, assim eles possuem necessidades diferentes de amamentação. Limitar a amamentação para se encaixar em uma rotina rígida pode afetar a produção de leite materno e reduzir as chances de uma amamentação contínua bem-sucedida. Além disso, horários bem determinados podem deixar o bebê insatisfeito e angustiado o que prejudica a comunicação que é importante para a alimentação responsiva.

A amamentação é muito mais que a comida, é também amor, proteção, conforto, descanso e construção de relacionamento entre mãe e bebê.

Dicas para estabelecer uma Alimentação Responsiva

  • Responder de forma positiva à criança com sorrisos ou usando palavras de incentivo. É importante encorajar a criança a comer, mas não força-la.
  • Estar completamente envolvido no momento de alimentar seu filho e, de preferência, face a face para estabelecer contato visual.
  • Seja paciente! A alimentação da criança pode ser lenta, permaneça com bom humor!
  • Observar se a criança expressa sinais de saciedade.
  • Oferecer alimentos para que a criança possa se alimentar sozinha e brincar, tornando um momento alegre e divertido.
  • Alimentos saudáveis e com boa aparência, de forma a permitir que à criança distinguir sabores e texturas.
  • A refeição deve ser servida em local adequado e se possível com a família.
  • Esqueça do seu celular! Com frequência a crianças e os adultos têm a sua atenção desviada durante a alimentação, por se alimentar assistindo televisão ou usando o celular. Isso contribui para que a sinalização da saciedade pela criança seja negligenciada. Além disso, sabe-se que que as propagandas relacionadas a alimentos não saudáveis tem maior impacto quando a criança está realizando as refeições.

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