Risco de engasgo nas crianças: saiba como prevenir!

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O risco de engasgo nas crianças faz muitos pais ficarem de cabelo em pé! De fato, essa preocupação tem toda razão de existir: a aspiração de corpos estranhos aparece entre as principais causas de morte infantil. Nesse sentido, isso pode ser explicado principalmente pelo fato de as crianças pequenas criarem o hábito de colocar objetos na boca, é a forma como exploram o mundo.

Dentre as causas de engasgo, os alimentos são os principais “vilões”, sendo responsáveis por metade dos casos de asfixia em crianças pequenas. Os brinquedos também não ficam para trás e, mesmo os menores dependendo da idade da criança, podem se tornar extremamente perigosos.

A partir daí, surgem as dúvidas: quais alimentos devo evitar? Quais itens de casa devo deixar longe dos filhos? Se acalmem, mamães e papais! Então, a partir de agora, iremos passar algumas dicas para prevenir engasgos, além de diversas outras orientações sobre essa situação que faz muitos pais perderem o sono.

Como saber se meu filho está engasgado?

Os sinais mais comuns de engasgo incluem: tosse ou respiração ruidosa; lábios ou pele azulados; esforço grande para respirar e eventual perda de consciência. Além disso, a criança pode também emitir ruídos atípicos ou abrir a boca sem emitir nenhum som, podendo não conseguir chorar ou tossir.

Nessa situação, é importante saber como agir com segurança e confiança. Sendo assim, aprender as manobras de desengasgo e reanimação cardiorrespiratória, caso necessárias e quando houver segurança para tal, é essencial e pode salvar seu filho ou qualquer criança que venha a apresentar um engasgo na sua frente.  Portanto, acho que vale um outro texto explicando sobre essas manobras, não é mesmo?!

Quais alimentos podem causar risco de engasgo?

Em primeiro lugar, o  “mundo novo” da introdução alimentar pode trazer com ele alguns medos, sendo que um deles é o medo do filho se engasgar com os alimentos oferecidos. Por isso, é sempre importante considerar o fracionamento de alimentos de acordo com a idade do bebê.

Porém, não para por aí. Entender que cada criança tem seu próprio tempo de desenvolvimento também é essencial para garantir que o processo aconteça de forma tranquila.

Nesse sentido, a introdução deve ser iniciada com alimentos pastosos e, com o tempo, deve-se progredir a consistência oferecida respeitando o momento de cada criança. Além disso, os pais devem observar atentamente como o bebê se adapta a essas progressões.

Atentar para o tamanho, a consistência e o formato dos alimentos é importante para evitar engasgos.

Lista de ”Alimentos de risco”

E agora chegamos no momento que gera mais dúvidas nos pais: a hora de escolher os alimentos seguros para alimentação do seu filho. Portanto,  preparamos uma lista de “alimentos de risco” que devem ser evitados:

  • Sementes e oleaginosas/castanhas;
  • Salsicha;
  • Pedacinhos de queijo ou carne;
  • Uva inteira ou cortada na transversal;
  • Balas duras ou pegajosas;
  • Pipoca;
  • Hortaliças cruas;
  • Uva passa;
  • Chiclete

A princípio, todos estes alimentos devem ser evitados em menores de 3 anos de idade, pois apesar de o engasgo poder ocorrer em qualquer faixa etária, as crianças com menos de 3 anos são as mais suscetíveis. Esse fato está naturalmente ligado às características de desenvolvimento nessa idade e a sua natureza indagadora e impulsiva.

Além disso, os pais devem seguir algumas recomendações básicas quando forem preparar lanches e refeições:

  • Carnes, queijos, vegetais crus, uvas e outras frutas devem ser totalmente picados em pequenos pedaços e formatos que não possam obstruir as vias aéreas;
  • Legumes devem ser cozidos para que fiquem mais macios e fáceis de mastigar.

As crianças menores de 3 anos de idade são as mais suscetíveis à engasgos.

E os cuidados com os brinquedos?

Na hora das brincadeiras, os pais devem garantir que bebês e crianças não tenham acesso a brinquedos e itens domésticos como:

  • Balões;
  • Moedas;
  • Bolinhas de gudes e outras bolas pequenas;
  • Brinquedos com peças pequenas;
  • Tampas de canetas;
  • Pilhas

Como prevenir o risco de engasgo?

  • Supervisionar SEMPRE a alimentação da criança;
  • Garantir a hora da refeição seja um momento tranquilo;
  • Atentar para a posição correta da criança no momento da refeição;
  • Não deixar crianças pequenas brincando sem supervisão;
  • Respeitar as idades recomendada dos brinquedos;
  • Não deixar objetos de risco ao alcance de crianças;
  • Sempre olhar bem o chão e embaixo de móveis em busca de objetos de risco (bebês e crianças são exploradores astutos);

A criança deve ser sempre supervisionada durante a refeição e os momentos de brincadeiras, a fim de prevenir acidentes.

Por fim, sabemos que falar de engasgo infantil pode ser mesmo muito assustador, porém acreditamos que o melhor jeito de lidar com essa situação é se informando o máximo possível e consultando o pediatra regularmente. Agora é com vocês!

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