O que é depressão pós-parto?

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Você sabe o que é depressão pós-parto? O bebê nasceu, correu tudo bem, porém você não se sente totalmente feliz, plena e realizada? Não sabe como um bebê consegue gerar tanta mudança na rotina de casa e nas relações com a família e consigo mesma? Saiba mais sobre depressão pós-parto e baby blues! 

O puerpério é um período naturalmente delicado, pois os pais encontram várias demandas novas com a chegada de um bebê. Devido à isso, são necessárias adaptações da mulher com seu/sua parceiro(a), além das mudanças na rotina e na organização da casa. É preciso também se adaptar a um novo corpo, que não está mais grávido, mas que também não é igual ao corpo de antes da gestação. Além disso, há também a influência da questão fisiológica: os hormônios, que estiveram altos durante toda a gravidez, despencam com o nascimento do bebê.

Na maioria das vezes, essa situação pode levar ao chamado baby blues, uma sensação de melancolia, ansiedade e sensibilidade aumentada que se desenvolve nos primeiros dias após o nascimento do bebê, uma condição normal e esperada. O baby blues ocorre em cerca de 80% das mulheres, tende a durar até no máximo um mês e se resolve sozinho na maioria das vezes, com a adaptação à nova rotina.

Entretanto, a depressão pós-parto vai além no tempo de duração e na intensidade dos sintomas. É uma situação de profunda tristeza, falta de esperança, perda de motivação e prazer e sensação de vazio, que se inicia após quatro a seis semanas do parto e pode durar até um ano. Segundo um recente estudo científico, cerca de 25% das mães brasileiras tem sinais e sintomas de depressão pós-parto.

depressao-pos-parto-instituto-villamil-2Depressão pós-parto

Posso estar com depressão pós-parto, o que devo fazer?

Nesses casos, o ideal é procurar ajuda com profissionais de saúde capacitados que possam ajudar a mulher, como obstetras, psiquiatras e psicólogos. Na maioria dos casos de depressão pós-parto, o tratamento é feito com psicoterapia e associação com outras práticas que reduzem a ansiedade e o estresse, como ioga, meditação e acupuntura. Além disso, o apoio do(a) parceiro(a) e da família é essencial, para que a puérpera se sinta acolhida. Conversar com outras mães que estão passando por situações semelhantes também pode ajudar no enfrentamento do dia a dia. Para casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicações, que devem ser escolhidas de forma cuidadosa, já que em muitos casos a mulher está amamentando.

Homens tem depressão pós-parto?

Até pouco tempo atrás, achava-se que apenas mulheres poderiam ter depressão pós-parto. Porém, estudos recentes têm mostrado que essa condição também pode se manifestar nos recém-papais. E os motivos para a depressão pós-parto nos homens são muito semelhantes às razões das mulheres: dificuldade de se adaptar à nova rotina; cansaço e privação do sono; medo de não conseguir atender à todas as demandas do filho, entre outros.

Como a família e amigos podem ajudar mulheres com depressão pós-parto?

Primeiramente, escutando! Muitas das vezes, os pais só precisam de alguém que os escute com empatia e sem julgamentos. Além disso, perguntando se a mãe precisa de alguma ajuda: se oferecer para ir ao mercado, fazer o almoço ou ficar com o bebê enquanto ela toma um banho despreocupada também pode ser de grande valia. Outra atitude que pode ajudar muito é encorajar os pais nas suas decisões e não questionar com os famosos palpites… Com toda certeza, eles estão fazendo o seu melhor!

Depressão pós-parto e a pandemia do COVID-19

Devido à pandemia do COVID-19 e às recomendações de isolamento social, muitos recém pais estão ficando em casa sozinhos com seu bebê recém-nascido. Dessa forma, ficam sem receber visitas e sem ajuda nos cuidados com o bebê, tão necessária nos primeiros momentos de adaptação. Esse isolamento ainda maior pode potencializar o baby blues ou aumentar a chance de desenvolver a depressão pós-parto. Por isso, nesse período é válido manter o contato (mesmo que virtual) com amigos e família, compreender que é um momento excepcional do qual não temos controle, e buscar ajuda (presencial ou por telemedicina) sempre que julgar necessário.

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Para o enfrentamento do baby blues ou da depressão pós-parto, é importante que a mãe não se compare a ninguém. Cada ser é único e cada mãe também é única. Muitas mulheres veem a maternidade como um momento perfeito, onde tudo corre bem e onde ela está completamente plena e realizada. Mas isso pode não acontecer e, em muitos momentos, a exaustão pode falar alto. E está tudo bem! Cada um tem seu jeito e seu tempo de se adaptar à nova realidade.

Saiba mais sobre depressão pós-parto:

– Live com a psicóloga Júlia Horta e a doula Isabel Cristina, da equipe do Instituto Villamil.

– Cinco dicas para evitar a depressão pós-parto.

 

 

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