Parto humanizado: 7 principais mitos

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O termo parto humanizado ainda é usado pelas pessoas com muitas definições erradas. Você sabe o real conceito do parto humanizado? Ao contrário do que muita gente pensa, e os mitos que giram em torno do tema, o parto humanizado não é um “tipo” de parto, mas a maneira como os cuidadores da mulher e do bebê entendem o processo do nascimento.

A gravidez não é vista como uma doença e sim como um momento de fisiologia feminina.  E o parto como um momento único que deve ser respeitado por todos. É importante o protagonismo da mulher, ou seja, que seus desejos e suas escolhas devem ser priorizados. Ela é estimulada a construir um plano de parto, onde coloca tudo o que considera importante para ela e sua família no momento do nascimento. Toda a equipe de cuidadores se preocupa, no momento do parto com o conforto e privacidade da mulher, além de sua segurança, é claro.

Parto humanizado tem que ser em casa?

Não! Parto humanizado traz, em geral, menos intervenções médicas e deixa a mulher assumir o protagonismo no trabalho de parto. Ou seja, o parto humanizado pode ser feito em qualquer  lugar, pois o que o define é principalmente ser feito da forma que a mulher deseja e planejou.

Existem sim partos feitos em casa, e geralmente chamados de domiciliar. Porém eles costumam ser contraindicados  pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pelo Conselho Regional de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, que são entidades médicas relevantes no país. Contudo é importante ressaltar que eles não são proibidos!

melhor obstetra instituto villamil
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o parto humanizado pode sim ser no hospital.

Existem diversos hospitais que oferecem grande suporte a partos humanizados. Esses hospitais possuem suítes com banheiras, televisão, caixas de som para músicas, banheiro com chuveiro para alívio de dor e outras características que tornam esse momento mais prazeroso para a mulher.

Parto humanizado dói muito?

A sensibilidade a dor é algo muito individual e tem um lado emocional muito relevante. E o que isso quer dizer? A dor muitas vezes está relacionada aos receios da mulher frente ao parto e dos relatos que ela ouviu também. Porém, os relatos mais frequentes são de que a dor é suportável e que depois do parto isso tudo fica esquecido. Todavia, é fundamental ressaltar que a paciente pode receber analgesia e anestesia. E isso tudo varia de acordo com a dor da mulher e o diálogo entre ela, sua obstetra e o anestesista.

Tem que ser sem anestesia?

analgesia é um direito da mulher. Sendo assim, se ela pedir a analgesia ela pode e deve ser atendida. Lembra que devemos respeitar a mulher e o seu protagonismo? O que acontece é que como em todas as situações, a mulher é sempre informada acerca de suas escolhas e como elas podem afetar o andamento trabalho de parto. Algumas vezes, com essa informações, elas acabam mudando de ideia. Mas em outras não. Voltando ao assunto: se a mulher (informada sobre os benefícios e malefícios) pede uma peridural, a gente faz o que? Respeita sua decisão e assim o faz.

Existem momentos em que o uso da analgesia não é tão oportuno e pode ser melhor esperar um pouquinho? Existem sim. Nesses momentos conversamos com a mulher (tá vendo a conversa aqui de novo?), explicamos direitinho a situação e a aconselhamos. A mensagem final é: a analgesia é um recurso valioso sim. Para aquelas que a desejam, não podemos negar tal fato. Mas assim como toda intervenção, deve-se ponderar riscos e benefícios e fazer a sua realização de forma individualizada.

Parto humanizado tem que ser sem médico?

De forma alguma! Como já foi dito, o parto humanizado respeita as vontades e o protagonismo da mulher e, apesar de existirem menos intervenções médicas, não há motivo para o médico não estar lá!

Esse acompanhamento médico é de grande importância, pois assim você e seu bebê não ficam sem esse suporte técnico. Além disso, podem estar presentes: acompanhante, doula e enfermeiras obstétricas para que você e o bebê estejam sempre monitorados e seguros.

Suporte médico
Nesta imagem duas médicas: Dra. Renata e Dra. Ana, dando suporte no momento do nascimento

Parto humanizado é arriscado?

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O parto humanizado é mais seguro para a mulher e seu bebê, na maioria dos casos.

Muito pelo contrário. Quando comparado com a cesariana, o parto normal é a maneira mais natural para dar à luz e garante algumas vantagens. Veja abaixo:

BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL PARA O BEBÊ

  • Reduz o desconforto respiratório do bebê no momento da sua chegada ao mundo

Quando o bebê está passando pela vagina da mãe, seu tórax é sofre a um processo de descompressão compensatória. Ou seja, o alto nível de oxigênio que a criança recebe quando passa pelo canal vaginal age como um estímulo para os aparelhos cardiovascular e respiratório. Isso reduz significativamente as chances de asfixia e de aspiração do líquido amniótico. Esse líquido é lançado pelos pulmões durante os primeiros instantes de vida. Nascer de parto normal também reduz em 16% as chances do bebê de desenvolver asma e outros problemas respiratórios.

  • Diminui as chances de nascer “antes da hora”

De acordo com dados divulgados pelo relatório “Quem espera, espera”, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em 2014, cerca de 11,2% de todos os bebês que nasceram no território nacional foram prematuros. Ou seja, vieram ao mundo antes de completar a 37ª semana de gestação. Por isso, do ponto de vista de estudos científicos, o parto vaginal é uma das formas que o bebê tem de ‘escolher’ nascer. As contrações funcionam como um sinal de que ele está pronto para vir ao mundo.

  • Ajuda o bebê a formar sua flora intestinal

Quando o pequeno atravessa o canal vaginal, a flora bacteriana da mãe ‘passa’ para o bebê, auxiliando-o na criação e desenvolvimento da sua própria flora intestinal. Um fator extremamente importante, visto que ele estará mais protegido contra a ação de bactérias que podem fazer mal para o trato gastrointestinal.

  • O bebê nasce mais forte e esperto

Estudos científicos apontam que nascer pelo canal vaginal fortalece o sistema neurológico e imunológico dos pequenos. Isso acontece porque ele precisa se movimentar bastante para vir ao mundo, utilizando seus reflexos mais primários e instintivos. Esse grande gasto de energia também faz com que a criança precise de uma reposição na mesma quantidade. Portanto, as chances dele querer mamar já nos primeiros instantes de vida são altas. E quanto antes a criança tomar o leite da mãe, maiores são as possibilidades dela mamar, exclusivamente, durante os primeiros 6 meses de vida. O que é muito positivo para mãe e filho de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

  • Diminui as chances do bebê ter diabetes

O parto normal também reduz em 20% as possibilidades da criança de desenvolver diabetes do tipo I. Isso acontece por melhorar consideravelmente seu sistema metabólico, isto é, que é responsável por regular o funcionamento das funções básicas do seu corpinho. Informação dada por dados divulgados no ano passado pela pesquisa “Quem espera, espera”, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Além disso, vir ao mundo quando quiser diminui o surgimento de alergias e doenças autoimunes.

BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL PARA A MÃE

  • Favorece a criação do vínculo materno

O parto normal possibilita que, logo após dar à luz, a mãe pegue seu filho no colo. Esse é um dos momentos mais importantes para a criação do vínculo entre mãe e filho. Quando a cesárea é realizada, esse ato pode ser dolorido para a maioria das mães, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde em informativo destinado aos profissionais de saúde sobre parto humanizado.

  • Possibilita uma recuperação rápida

Além de, na maioria das vezes, não implicar no aparecimento de dores. Parir pelo canal vaginal também dispensa a presença das cicatrizes existentes após a realização de procedimentos cirúrgicos como a cesárea.

  • Reduz as chances de contração de infecções

Por não se tratar de um procedimento cirúrgico, isto é, que não há incisões, o parto normal reduz significativamente a possibilidade das mães contraírem infecções hospitalares e de terem hemorragias. Especialistas recomendam a realização de cesáreas em casos específicos. E principalmente se há o comprometimento da saúde da mãe e do bebê durante o trabalho de parto. Mulheres que são portadoras do vírus HIV também precisam dar à luz através do procedimento. Isso acontece porque o nascimento é um dos momentos em que mais aumentam as chances do contágio por parte do recém-nascido.

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Parto humanizado alarga a vagina

Parto normal alarga a vagina é coisa antiga…. bora deixar ela lá onde deve: no PASSADO. Precisamos evoluir nossos conhecimentos. Como mulheres, precisamos entender nossa fisiologia e anatomia e nossa vagina foi feita pra parir. Ela tem músculos que são capazes de sofrer distensão e depois voltar! Não vai ser apenas o parto vaginal que vai deixar ela larga. Mas isso quer dizer que não devemos cuidar dela? De modo algum. Pensa comigo, se nossa vagina é feita de músculos precisamos fazer o que? Exercitar esses músculos, assim como qualquer outro do nosso corpo… Se não cuidarmos ela pode ficar larga. Mas não coloque a culpa no parto hein…

Hoje existe a terapia pélvica que é muito recomendada para ser feita antes do parto. Porque ela ajuda a mulher a ter uma melhor consciência de seu corpo. E assim, diminui possíveis lesões durante o parto! Além disso, existem diversos métodos que ajudam na volta da vagina ao seu tamanho normal!

Parto humanizado tem que ser na água

Parto na banheira
Mãe com seu neném na banheira com água.

Depende… O parto humanizado PRECISA ser na água? NÃO precisa. Mas é importante lembrar que o parto humanizado não é um tipo de parto. Muitas vezes a mulher pode passar por algum momento na água. E isso acontece porque oferecemos as mulheres métodos pra alívio da dor, e a água atua nesse aspecto. A água é conhecida como “aquadural” por aqui . A água morna leva a uma alívio efetivo das dores durante o trabalho de parto. E (muitas vezes) isso reduz a necessidade de outros tipos de alívio, como a analgesia.

Além disso, a mulher sente um profundo controle e relaxamento sobre o seu próprio corpo. E cabe ressaltar que a mulher pode ficar na água quanto ela quiser ok? Quer ficar durante o período ativo e no expulsivo sair? Pode! Quer ficar no expulsivo? Pode também. Entrou na banheira e não se sentiu confortável? Acontece também… Mas já aviso que quase todo mundo se rende hein  pelo menos em algum momento, pois realmente ajuda.

 

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