Músculos do assoalho pélvico na gestação

pH vaginal

Os músculos do assoalho pélvico são responsáveis por fechar a pelve.

A nossa pelve é constituída por ossos, músculos, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos. Dos lados, na frente e atrás, quem delimita a pelve são os ossos e embaixo somente os músculos são responsáveis por fechá-la, sendo uma espécie de chão. Por isso são chamados de músculos do assoalho pélvico.

Músculos do assoalho pélvico na gestação

Eles são responsáveis por sustentar tudo o que está acima e também receber o impacto de baixo, trazido pelas pernas através do caminhar, da corrida, do pular. Além dessa sustentação, os músculos do assoalho pélvico são responsáveis pela continência urinária e anal (ou seja, fecham a uretra e o ânus, não nos deixando perder urina, fezes ou gases de forma involuntária), pela função sexual e pela passagem do bebê.

E eles têm componentes que determinam sua boa atuação: reflexo (que deve estar preservado), controle (saber contrair e relaxar), coordenação (saber contrair e relaxar sem ativar outros grupos musculares), tônus (a firmeza), força e resistência (manutenção da contração por um determinado período de tempo). Esses componentes somente o fisioterapeuta pélvico é capaz de diagnosticar.

 

Quais os impactos da gestação para os músculos do assoalho pélvico?

Na gestação, os cuidados precisam aumentar mais que o normal. A mulher ganha, em média, 13 quilos e ela continua trabalhando, fazendo exercício físico, viajando, se movimentando. Se os músculos do assoalho pélvico não estão preparados para suportar esse aumento de peso aliado à vida dinâmica da gestante, aumentam-se as chances de incontinência urinária, incontinência anal, disfunção sexual (como dores na relação sexual), dores pélvicas ou dores nas articulações.

Aquela mulher que deseja gestar precisa checar seus músculos do assoalho pélvico. Qualquer alteração nos seus componentes (citados acima – reflexo, controle, coordenação, tônus, força e resistência) precisa ser corrigida a fim de se desenvolver uma gestação saudável. Mas se antes de gestar ela não se consultou, em qualquer momento após a descoberta da gestação ela tem de ir.

Quais ajustes são necessários antes do parto?

Até a 34ª semana gestacional, normalmente, o trabalho realizado é de correção dos componentes alterados e manutenção dos resultados alcançados. Então, se há uma dificuldade para ativar a musculatura, se os músculos estão flácidos ou firmes demais, se a força está aquém do necessário, se existem pontos de dor dentro do canal vaginal, tudo isso precisa ser ajustado antes mesmo de chegar ao final da gestação. É possível realizar um acompanhamento mensal. Então, independente da via de parto (vaginal ou cesárea), a gestação já é um fator de risco para os músculos do assoalho pélvico.

Como fortalecer a musculatura do assoalho pélvico na gravidez?

Os exercícios de Kegel, também conhecidos como exercícios do assoalho pélvico, são grandes aliador no fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Primeiramente, eles fortalecem os músculos que sustentam o útero e a bexiga, o que ajuda a controlar a urina e a melhorar o contato íntimo. Assim, praticar estes exercícios durante a gravidez ajuda ainda no treino para o parto normal, quando é preciso fazer força para o bebê sair, diminuindo as dores e o tempo do trabalho de parto.

Como saber quais músculos contrair

Uma excelente forma de descobrir como fazer as contrações corretamente é inserindo um dedo na vagina e tentar espremer o dedo. Outra boa forma de identificar os músculos é ao fazer xixi tentar parar o jato de urina. No entanto, não é recomendado tentar ficar realizando esse exercício com a bexiga cheia porque pode causar retorno da urina pelos ureteres causando infecção urinária.

Ao identificar como deve ser feita a contração, deve-se tentar não encolher demais a barriga para não gastar energia extra contraindo os abdominais, nem contrair os músculos ao redor do ânus, o que pode ser mais difícil inicialmente. Em todo caso, o ginecologista, obstetra ou fisioterapeuta poderão indicar pessoalmente, numa consulta, como poderá realizar os exercícios corretamente.

exercicios de kegel na gravidez para os músculos do assoalho pélvico
Os exercicios de kegel são grandes aliados na gravidez.

TODAS as mulheres têm de cuidar deles.

A partir da 34ª semana, principalmente para quem deseja um parto via vaginal, a musculatura precisa começar a ser alongada. A vagina suporta, normalmente, uma abertura de 3 (três) a 4 (quatro) centímetros. No parto, a cabeça do bebê tem cerca de 10 (dez) centímetros, ou seja, a vagina precisa alongar 3 (três) vezes seu tamanho natural. Claro que a ação hormonal no momento do parto ajudará a relaxar os músculos, mas precisamos de provocar alongamentos regulares (uma vez por semana, pelo menos) para que a vagina vá se flexibilizando de forma segura e se reduzam as chances de laceração (um corte natural de quatro níveis de gravidade) ou episiotomia (um corte realizado pelo obstetra) no parto. Os alongamentos são realizados tanto pelos dedos quanto pelo EPI-NO, que é um recurso que simula a cabeça do bebê. Ele é insuflado dentro do canal vaginal da gestante e, de acordo com o limite de dor e de alongamento dela, o canal vaginal vai se acostumando com o aumento de diâmetro.

Qual o benefício de se ter os músculos do assoalho pélvico treinados?

A partir da 37ª semana, quando o parto já está autorizado a acontecer, o treino da expulsão começa a ser realizado com o EPI-NO em diferentes posições: deitada, em pé, de quatro apoios, recostada. Assim, a mulher vai para o parto muito mais segura do que vai acontecer. Todas as pacientes relatam como o EPI-NO as ajudou a parir com tranquilidade, pois foi uma sensação que elas já conheciam. As ocorrências dos níveis 3 e 4 de laceração (os mais graves) são quase inexistentes, isso porque a musculatura foi bem alongada e a mulher sente menos medo, permitindo uma passagem mais fluida do bebê pelo canal vaginal.

E para uma reabilitação no pós-parto, a mulher que cuidou dos músculos do assoalho pélvico durante a gestação tem menos chances de uma disfunção ou dificuldade de recuperação depois.

A Fisioterapia Pélvica deve ser realizada por TODAS as gestantes!

Saiba mais: http://institutovillamil.com.br/fisioterapia/

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