Principais dúvidas sobre amamentação

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A amamentação possui diversos benefícios para o bebê e para a mãe.   Mas, a amamentação não é um processo somente ligado ao instinto. O aleitamento materno é um processo complexo que necessita de apoio familiar e de informações de qualidade.

A mulher que opta pela amamentação, precisa conhecer as mudanças que ocorrem no seu corpo e na sua mente ao longo da amamentação. Dessa forma, é possível não sofrer influencia de alguns palpites e conselhos que, infelizmente, acabam fortalecendo mitos que envolvem o aleitamento e até confundindo as mamães e sua rede de apoio.

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A família é uma rede de apoio essencial para um processo de amamentação sucesso.

Quais são as principais dúvidas da amamentação?

1. Existe leite fraco?

O leite materno possui todos os nutrientes que a criança precisa até os seis meses de vida. Mas, muitas vezes, o leite da mãe é considerado fraco por apresentar um aspecto mais aguado se comparado ao leite de vaca. Porém, a aparência do leite humano não impede que ele seja rico em nutrientes. Desse modo, é importante lembrar que cada mãe produz o leite adequado para as necessidades de seu bebê, ou seja, não existe leite fraco.

2. Será que a produção de leite está suficiente?

É comum que as mães se sintam inseguras quanto à sua capacidade de produzir leite no volume adequado para o bebê. Isso acontece, principalmente, devido à associação do choro da criança somente ao fato dela estar com fome. Porém, vale lembrar que as crianças choram para se comunicar e que o choro pode estar associado a inúmeros fatores.

Assim, o que deve estar claro é que o estímulo da sucção do bebê é fundamental para a manutenção da quantidade de leite produzido pela mãe. Dessa forma, a partir do momento em que o bebê começa a sugar ocorre a liberação de hormônios responsáveis pela produção e condução do leite.

Mas o que isso quer dizer? Isso significa que amamentar estimula a produção de leite e quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe produzirá. A quantidade de leite materno, ao longo do tempo, vai se adequando de acordo com a demanda de cada bebê. Isso não é incrível?

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A amamentação é um processo que exige tranquilidade para que aconteça de maneira harmoniosa.

3.O bebê deve mamar em horários fixos?

É natural que nos primeiros meses a criança tenha a necessidade de mamar com mais frequência e em horários irregulares. Assim, a recomendação é de que a criança seja amamentada sempre que solicitar, ou seja, que a mãe ofereça o leite em “livre demanda”.

Com o passar do tempo, as crianças passam a criar seus próprios horários de mamada que, muitas vezes, acontecem em intervalos de 2 ou 3 horas. Mas, é importante que a mãe não tente limitar a amamentação.

As crianças amamentadas em livre demanda desenvolvem a habilidade de ingerir os alimentos de acordo com a própria fome, correndo menos risco de ter obesidade no futuro. Então… Viva a livre demanda!

4. Existem alimentos que aumentam a produção de leite materno?

Nossas avós que nos perdoem, mas não existem evidências científicas que comprovem que o consumo de determinado alimento ou bebida aumente a produção de leite. O ideal é que a mulher se alimente de maneira saudável. Além disso, com relação a qualquer bebida alcoólica o consumo pode prejudicar a amamentação.

5. Tamanho dos seios tem influencia na quantidade de leite materno?

A produção e o armazenamento de leite são feitos pelas glândulas mamárias. Assim, durante todo o período gestacional as glândulas são preparadas para o produzir o leite materno. O tamanho dos seios é definido pela quantidade de tecido gorduroso, e ele não possui relação com a produção do leite.  Por esse motivo, o tamanho do seio não tem ligação nenhuma com a produção de leite materno.

6. O bebê pode ser amamentado por outra pessoa?

As mães que tinham alguma dificuldade com o aleitamento, no passado, recorriam a amamentação cruzada. Mas o que é amamentação cruzada? A amamentação cruzada acontece quando uma mãe amamenta o filho de outra mulher. Atualmente, estudos concluíram que essa prática traz diversos riscos ao bebê, como: a transmissão de doenças infectocontagiosas graves através do leite materno ou do sangramento do mamilo por alguma fissura. Desse modo, a mãe que não consegue amamentar deve buscar auxílio com o médico pediatra para avaliar as possibilidades de aleitamento através do Banco de Leite Humano ou do uso de fórmulas.

7. É necessário preparar o seio para amamentação?

As mães, com frequência, recebem receitas que afirmam preparar a mama para a amamentação. No entanto, não existe a necessidade de preparar os seios antes do início do aleitamento. Dessa forma, não é recomendável utilizar buchas vegetais, conchas, óleos ou cremes. O corpo da gestante passará naturalmente por todas as mudanças necessárias que antecedem a amamentação.

Mas, essa mulher pode se preparar para o processo da amamentação através do contato com mulheres que tiverem experiências positivas de aleitamento, da participação em grupos de gestantes que promovem a amamentação e da busca por informação. Além disso, as mães devem buscar ajuda em Bancos de Leite Humano ou com profissionais habilitados em caso de dificuldades no aleitamento.

 

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A mulher precisa compreender os processos que envolvem a amamentação.

 

Para terminar, a amamentação é um processo complexo que pode sofrer influencias. Assim, a produção do leite se relaciona com diversos fatores, como o  estímulo hormonal, a ingestão de água e o estado emocional da mulher.

Sem dúvidas, as emoções maternas, como: a ansiedade e o estresse podem contribuir com a redução ou mesmo bloqueio na produção de leite. Portanto, é muito importante que a mulher se informe e compreenda os processos pelos quais o seu corpo passará durante a amamentação.

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