Melina e Benício: parto natural na banheira cheio de ocitocina

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05-08-20: dia em que nosso Benício escolheu para nascer sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, do menino Jesus e de São Rafael Arcanjo e por isso se tornou o dia mais lindo das nossas vidas!

Conheci o parto humanizado numa conversa com minha amiga Vanessa. Foi ela quem plantou essa sementinha em minha cabeça, sementinha que deu um fruto lindo! Durante 9 meses nós planejamos como seria o nascimento do nosso Beni. E graças a Deus e à equipe do Instituto Villamil, tudo ocorreu do jeitinho que desejamos. Se foi fácil? Claaaaro que não! Mas em momento algum nós pensamos que seria fácil. Porém, desde o início, acreditamos que seria possível! E foi!

Aprendi com minha doula Lena, que o parto acontece na nossa cabeça e o meu, muito antes de acontecer de verdade, já havia acontecido na minha mente. Parto humanizado, natural, sem nenhuma analgesia, começando em casa e terminando na banheira da maternidade, com o pai cortando o cordão depois que parasse de pulsar, com bebê amamentando assim que saísse da água, com banho do bebê só no dia seguinte para não tirar o vérnix, com bebê colado nos pais o tempo todo, sem sair de perto por nenhum segundo. E foi assim! Exatamente como queríamos. E tudo isso foi possível, porque nós nos preparamos muito, estudamos, buscamos informações confiáveis, aprendemos sobre o que era mito e sobre o que era verdade, decidimos juntos como queríamos que nosso Beni viesse ao mundo.

Foi possível também, porque eu nunca estive sozinha. Desde a primeira contração às 23h, o Lucas estava ali comigo, esperando a próxima, apertando minha mão, me acalmando, vivendo o trabalho de parto comigo durante 14h. Ele foi meu suporte emocional e físico (foi minha banqueta durante horas). Ficamos em casa, vivendo o TP, calmamente, até a doula e a E.O. chegarem. E quando elas chegaram, eu já estava com 8 cm de dilatação. Então, fomos para o hospital e chegamos lá às 8h. Foi possível também, porque eu escolhi uma equipe que respeita o protagonismo dos pais, que nos orientou desde o início, que conhecia nosso plano de parto, que não decidia nada por nós e, sim, conosco.

Minha médica, Dra. Ana Luiza Lunardi, é aquela profissional que sabe conversar com suas pacientes pelo olhar, na filmagem do meu parto é possível ver um desses olhares. Ela é sensacional! Quando me disse que seria preciso romper a bolsa (que não rompeu sozinha) e depois, que seria preciso aplicar ocitocina, eu sabia que estava segura em suas mãos e que podia confiar. Afinal, estudamos muito sobre isso e sabíamos que tudo estava sendo indicado na hora certa. É aquela médica que ao invés de te dar analgesia, busca um chocolate pra você, aquele chocolate milagroso, que te faz recuperar suas forças e te traz pra pista de novo. Para que analgesia quando se tem apoio físico, emocional e chocolate?

Minha enfermeira obstetra Lili (não é por acaso que ela tem o nome da minha mãe) não desgrudou de mim nenhum minuto, estava ali, nos monitorando, segurando minha mão, conversando comigo, me acalmando, me ajudando a encontrar forças quando eu achava que já não tinha nenhuma mais.

Minha doula Lena me ensinou tanto. Como senti sua falta na maternidade! Devido à pandemia, ela não pôde entrar. Foram elas e o Lucas que me ajudaram a encontrar o caminho de volta, quando eu me perdi. Eles não me deixaram desistir dos meus planos e me ajudaram a enxergar que eu daria conta, que eu estava preparada, que eu era capaz de tornar meus planos reais.

Além deles, o resultado final também é resultado da fisioterapia que fiz com a Júlia durante a gestação, trabalho lindo, cheio de cuidado e carinho e das aulas de Yoga com Jackie, que durante a pandemia, me acompanhou com aulas online e estava sempre ali me indicando as melhores posturas e a melhor forma de respirar.

Foi às 12:43, rodeado de amor, que o Beni veio ao mundo, que meu choro virou riso, meu lamento virou louvor, minha fraqueza virou força, e minha dor… que dor? Ela não importa mais, porque ela simplesmente não existe mais. Agora eu sou pura ocitocina! Agora eu estou “ocitocinada”! Nosso organismo tolera a dor no mesmo compasso que a ocitocina (o hormônio do amor) é liberada. É uma sintonia perfeita. E é essa ocitocina que me fez derreter de amor por esse serzinho que havia acabado de conhecer. Durante todo o trabalho de parto, Deus estava ali, nos guiando para o nascimento do nosso pequeno e ao olhar para aqueles olhinhos e ver o milagre da vida, eu pude sentir a presença de Deus cuidando de nós.

Sei que fui protagonista do meu parto, mas sei que sem essas pessoas eu não teria conseguido. Serei eternamente grata a essa equipe pelo parto respeitoso e cheio de amor que me proporcionou vivenciar. Se eu faria tudo de novo? Com toda certeza do mundo! E o que eu desejo para todas as mulheres do mundo? Que independente do tipo de parto que escolherem (natural, normal ou cesárea), que seja sempre humanizado, que suas escolhas sejam sempre respeitadas e que haja muito amor ao seu redor.

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