Febre no bebê: o que você precisa saber ?

Febre do bebe Instituto Villamil - 1

A febre é a elevação da temperatura do corpo em valores acima dos considerados normais. Ela é um sinal de que o sistema imunológico está agindo para combater alguma agressão, como infecção ou inflamação. No bebê algumas as causas mais frequentes são: gripes, viroses e infecções de vias aéreas superiores, como amigdalite, faringite, laringite, entre outras.

Existe em nossa sociedade a crença que o nascimento dos dentes está associado à febre. No entanto, esse é um conceito equivocado, pois na maioria das vezes, os dentes começam a nascer nos bebês por volta de 6 ou 7 meses. Essa idade, coincidente com a fase que eles começam a colocar objetos na boca, ir para creches e ter mais contato com outros bebês, o que aumenta sua exposição e consequentemente o surgimento de infecções, o que gera a febre.

Portanto, durante o nascimento dos dentes os bebês sentem um desconforto, ficam mais irritados, mas não há relação com a febre.

No bebê algumas das causas de febre mais frequentes são: gripes, viroses e infecções de vias aéreas superiores, como amigdalite, faringite, laringite, entre outras.
No bebê algumas das causas de febre mais frequentes são: gripes, viroses e infecções de vias aéreas superiores, como amigdalite, faringite, laringite, entre outras.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria a febre é a queixa principal nos consultórios no dia a dia dos pediatras e em 20 a 30% das consultas pediátricas, a febre é a única queixa. Dessa maneira é necessário que os pais sejam bem orientados para que não haja pânico diante dessa situação.

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Como avaliar e tratar a febre no bebê?

A febre pode ser classificada através da aferição da temperatura do bebê ou da criança com o auxílio do termômetro e comparar o valor encontrado com os intervalos da tabela dos níveis de febre, veja a figura:

A febre pode ser classificada através da aferição da temperatura do bebê ou da criança com o auxílio do termômetro.
A febre pode ser classificada através da aferição da temperatura do bebê ou da criança com o auxílio do termômetro.

Juntamente com a classificação da febre, levamos em conta os sintomas do bebê para definir as condutas que devem ser tomadas para redução da temperatura corporal.

Em nossa cultura, temos o costume de remover roupas, dar banho morno ou colocar esponja molhada nas axilas dos bebês febris. Contudo, apesar desses métodos nos proporcionarem uma resposta rápida de redução da febre, eles não sustentam essa temperatura baixa e tem curta duração.

Além disso, são métodos que causam um grande desconforto no bebê, pois geram calafrios e aumentam a irritabilidade. Dessa maneira, outros métodos foram desenvolvidos para a redução da febre, os antitérmicos.

Apesar de haver uma resistência por parte dos pais e cuidadores de utilizarem os antitérmicos quando seus bebês estão com febre, eles são medicamentos seguros e eficazes quando usados corretamente. Além disso, devemos relembrar que não há um número mágico da temperatura que determina se devemos ou não administrar o antitérmico, essa decisão é baseada no estado e sintomas do paciente.

Juntamente com a classificação da febre, levamos em conta os sintomas do bebê para definir as condutas que devem ser tomadas para redução da temperatura corporal.
Juntamente com a classificação da febre, levamos em conta os sintomas do bebê para definir as condutas que devem ser tomadas para redução da temperatura corporal.

Muitas vezes o bebê apresenta uma febre mais baixa, mas o mal estar gerado pela febre é grande, dessa maneira o antitérmico já é recomendado. Por outro lado se ele apresenta febre, mas está bem e ativo não é obrigatório o uso de antitérmicos. Ou seja, o que determina o uso do antitérmico são o estado e o incômodo que a febre causa no bebê.

Para administrar um medicamento devemos levar em conta sua dose medicamento e o intervalo de administração prescrito pelo pediatra.  Esses aspectos devem ser respeitados rigorosamente. Contudo alguns pais devido à ansiedade e a preocupação exageram na medicação e podem levar a uma overdose e consequente intoxicação do bebê pelo antitérmico.

Com isso podemos afirmar que a calma e a atenção dos pais e/ou cuidadores são essenciais para garantir a segurança do tratamento.

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Quando devo me preocupar com a febre do bebê?

Surpreendentemente a febre não é uma grande vilã, ela nos ajuda a perceber e tratar precocemente infecções ou inflamações.
Surpreendentemente a febre não é uma grande vilã, ela nos ajuda a perceber e tratar precocemente infecções ou inflamações.

Surpreendentemente a febre não é uma grande vilã, ela nos ajuda a perceber e tratar precocemente infecções ou inflamações. Contudo em algumas situações, ela é preocupante e deve ser acompanhada de perto. São elas:

  • Bebês com menos de 3 meses com temperaturas acima de 38 graus ou abaixo de 35,5 graus.
  • Temperatura superior a 39 graus em bebês acima de 3 meses.
  • Febre acompanhada de manchas pelo corpo.
  • Dificuldade de dobrar o pescoço ou a moleira do recém-nascido tensa e abaulada.
  • Febre acompanhada de dor de cabeça, apatia, vômitos, confusão mental e dificuldade respiratória mesmo após controle da temperatura.

Atenção! Nessas situações, é essencial buscar ajuda do pediatra e/ou de outros profissionais de saúde imediatamente.

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O meu bebê pode ter convulsões por causa da febre?

Uma dúvida frequente entre as mães é se febre alta pode ser causa de  convulsões nos bebês, a resposta é afirmativa. A convulsão febril existe, mas não é apenas o valor da temperatura que determina se irá ou não acontecer.

Além disso, o aumento súbito da temperatura em bebês que tem uma predisposição genética aumentam as chances. Por esse motivo, é mais comum ocorrer em bebês que tem familiares que apresentaram convulsão febril na infância.

Caso essa situação aconteça, em primeiro lugar, deve-se manter a calma, o estresse e o desespero só irão atrapalhar. Proteja a cabeça do bebê, não segure a língua dele e se possível deixe a cabeça e corpo de lado. Após a crise leve-o para avaliação pediátrica.

Por fim, é sempre bom lembrar, que a febre é nossa aliada. Ela funciona como um alarme para processo inflamatório ou infeccioso que estão presentes no organismo. Logo não é necessário pânico quando ela está presente.

Por outro lado, não podemos negligenciá-la já que em alguns casos ela pode ter repercussões negativas e graves para os bebês.

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