Diabetes Gestacional: Saiba TUDO sobre esse problema!

diabetes gestacional

Ao contrário do que você pode imaginar, o diabetes gestacional não é tão raro. O diabetes do tipo mellitus é a complicação clínica mais comum do período gestacional. Estima-se que a sua incidência, apenas no Brasil, seja de 2,5% a 7,5%. 

Você sabe o que pode promover diabetes durante a gestação? Sabe os problemas que ele pode causar, tanto para as gestantes, quanto para os seus bebês? Aqui, nesse post, você terá as respostas para esses questionamentos e saberá como deve fazer para tratar essa doença, durante esse período gestacional, e para evitar as possíveis consequências dela.

Diabetes Gestacional
Não deixe essa doença estar presente e persistente na sua gravidez!

O que é o diabetes gestacional?

Durante a gestação, é normal a mãe apresentar adaptações na produção hormonal, que visam permitir o desenvolvimento do seu bebê. Uma dessas modificações é  a “resistência à insulina”, ou seja, há a redução da ação da insulina (hormônio), que é responsável pela “captação” de glicose livre na corrente sanguínea. A placenta é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina. Como resultado direto disso, o  pâncreas irá produzir maiores quantidades desse hormônio, a fim de compensar essa falta dele. Porém, em algumas mulheres, isso não irá ocorrer e promoverá o quadro de “Diabetes Gestacional”, caracterizado exatamente pelo excesso de glicose no sangue (hiperglicemia) devido à redução da quantidade de insulina, logo, da sua ação também.

 

Obesidade na gravidez

COMO É O “COMPORTAMENTO” DO DIABETES DURANTE O PERÍODO GESTACIONAL?

Durante os diferentes períodos da gestação, o organismo materno sofre alterações, as quais favorecem ou desfavorecem o diagnóstico do diabetes nesta gestante portadora da doença:

  • No primeiro trimestre: Há uma tendência da mãe apresentar uma baixa quantidade de glicose no sangue (hipoglicemia), o que representa a diminuição da necessidade da insulina. Isso ocorre, pois a falta de apetite, as náuseas e os vômitos contribuem para a redução dessa glicose durante esse período gestacional. É válido ressaltar que o nível glicêmico durante o jejum pode, inclusive, chegar a ser menor do que o de uma não grávida e tudo isso dificulta o diagnóstico e facilita condutas inapropriadas, pela dificuldade de identificação do diabetes.
  • No segundo trimestre: No segundo trimestre, a presença do diabetes já fica mais evidente, pois o corpo da mãe necessita de uma quantidade elevada de insulina, uma vez que o nível da glicose no sangue irá aumentar. Como ela não irá possuir a insulina necessária, essa mãe tende a apresentar ao que chamamos de “cetose” (produção de energia a partir de gordura e não de glicose) e de “cetoacidose” (o organismo ao utilizar a gordura para obter energia, fica com o sangue mais ácido e isso é um quadro de descompensação de diabetes por falta da ação de insulina, que se não tratado pode levar ao coma).

 

 

  • No terceiro trimestre: No início desse período, persiste o aumento nas necessidades de insulina e a maior prevalência de cetose e cetoacidose. No final desse período há uma tendência à estabilização do diabetes, podendo ocorrer uma hipoglicemia também. Essa baixa quantidade de glicose no sangue é um sinal de alerta para uma possível insuficiência placentária, indicando que a placenta não está mais produzindo hormônios que inibem a ação da insulina, ou seja, que não está funcionando “normalmente”.
  • No puerpério (período pós-parto que dura de 45 a 60 dias): Ocorre uma queda brusca da necessidade de insulina, pois não haverá mais a placenta produzindo hormônios que são contra a ação da insulina.

 

Diabetes gestacional
Para cada trimestre da gestação há “achados” aos quais devemos nos atentar para evitar as complicações do diabetes!

QUAIS OS FATORES DE RISCO PARA O DIABETES GESTACIONAL?

Há alguns fatores de riscos aos quais a paciente, o obstetra e o endocrinologista devem atentar-se para o monitoramento e impedimento de desenvolvimento do diabetes ocorra, sendo eles:

  • Idade materna mais avançada; 
  • Ganho de peso excessivo durante a gestação;
  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional,
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau; 
    • História de diabetes gestacional na mãe da gestante, por exemplo.
  • Hipertensão arterial sistêmica na gestação;
  •  Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

 

Como tratar ovários policísticos? Saiba TUDO sobre este tema!

COMO SABER SE EU ESTOU COM DIABETES GESTACIONAL?

De uma maneira geral, não existe um consenso sobre o critério diagnóstico mais adequado para o diabetes gestacional. Da mesma forma, não há consenso em relação ao critério mais apropriado para a seleção de gestantes que devem ser investigadas para esse problema.

 Uma solução para isso é realizar o rastreio da glicemia em jejum em todas as gestantes logo no primeiro trimestre da gestação, e os resultados desse exame que apresentarem valores acima de 92 mg/dL já é um indício para os profissionais começarem o acompanhamento dessa gestante desde o princípio e evitar que ela desenvolva diabetes gestacional. O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher. A presença de sintomas não é comum. Por isso, é recomendado também que ao longo da gestação, todas as gestantes, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, realizem exames periódicos que indiquem como está a glicose em jejum e a glicemia após estímulo da ingestão de glicose.

 

 

O diagnóstico de “diabetes gestacional” propriamente dito é feito caso a glicose no sangue venha com valores iguais ou maiores a 92 mg/dl no jejum ou 180 mg/dl e 153 mg/dl respectivamente 1 hora e 2 horas após a ingestão do açúcar. As manifestações de uma hiperglicemia, glicosúria (quantidade de glicose elevada na urina) e a cetoacidose são muito comuns em gestantes com a desordem, logo, são indicativos de diagnóstico de diabetes gestacional. 

Observação: É bom lembrar que esses achados estão presentes em um nível mais avançado da gestação. Isso significa que apresentar essas manifestações logo no primeiro trimestre da gravidez, geralmente, é indicativo de que a paciente já tinha essa doença previamente (mesmo sem saber), o que não necessariamente caracterizaria diabetes gestacional.

 Não deixe de realizar os exames que o seu médico solicitar e de realizar um acompanhamento com ele, pois isso é essencial para haver a observação e monitoramento de achados característicos que indicam a presença do diabetes durante a gestação.

Não deixe de realizar os exames solicitados pelo profissional que lhe acompanha! O diagnóstico do diabetes gestacional é muito importante para garantir o tratamento adequado para a sua saúde e a do seu bebê!

QUAIS SÃO AS DECORRÊNCIAS DO DIABETES NÃO CONTROLADO NA GESTAÇÃO?

O diabetes promove diferentes consequências que além de afetar a mãe, afeta o bebê,  favorecendo a ocorrência de alterações e complicações gestacionais e fetais, sendo algumas delas:

  • Alterações Gestacionais: 
      • Glicosúria (presença de altas quantidades de glicose na urina);
      • Maior incidência de infecção urinária;
      • Aumento na incidência da candidíase vaginal;
      • Agravo de lesões nos vasos sanguíneos previamente existentes;
      • Aumento da incidência de pré-eclâmpsia (alteração na pressão).

 

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  • Complicações Gestacionais:
      • Abortamento;
      • Mortes fetais tardias;
      • Alteração do volume do líquido amniótico.
  • Complicações Fetais:
    • Anomalias congênitas, ou seja, algumas formações estruturais dos bebês são diferenciadas, como por malformações de órgãos.
    • Distúrbios de crescimento.

 

 

O diabetes gestacional não tratado pode promover muitas consequências para a mãe e para o bebê, não deixe de realizar os exames, de ter o acompanhamento por um médicos e de tratar essa doença.

FUI DIAGNOSTICADA COM DIABETES GESTACIONAL, E AGORA?

Após ser diagnosticada com diabetes gestacional, o seu endocrinologista e obstetra irá realizar o controle do seu diabetes gestacional. Esse controle é feito, geralmente, por meio de uma adequação nutricional, então ir em um nutrólogo ou nutricionista é muito importante também. A gestante necessita ajustar para cada período da gravidez as quantidades dos nutrientes que serão ingeridos.  Uma outra conduta importante é a realização das práticas de atividade física. Essa medida possui grande eficácia para a redução dos níveis da glicemia, ou seja, da glicose no sangue. Vale ressaltar que a atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contra-indicação, por exemplo, o risco de trabalho de parto prematuro.

Devemos considerar também que algumas gestantes não conseguem alcançar um controle adequado do diabetes apenas com o balanceamento da dieta e a prática dos exercícios físicos. Logo, para esses casos, há a indicação de realizar o uso de insulinoterapia. Essa utilização da insulina é segura durante a gestação e o seu objetivo é  normalizar a quantidade de glicose materna, impedindo a hiperglicemia. 

Outra conduta fundamental é a realização da monitorização com a glicemia capilar para o acompanhamento do diabetes gestacional é análise da efetividade do controle. Essa monitorização deve ser realizada diariamente, pelo menos 3x/dia. Associado a isso, o acompanhamento e a avaliação fetal, por meio de ultrassonografia obstétrica (ultrassom) deve ser realizado, para verificar qualquer alteração, como no tamanho do bebê, que pode estar maior ou menor do que o esperado para o período gestacional e no volume do líquido amniótico.

 É importante destacar que, quando o diabetes gestacional é tratado de maneira adequada, haverá um excelente desfecho na gravidez, e as complicações citadas acima, não irão ocorrer. Os bebês nascerão saudáveis e a mãe permanecerá com saúde.

 

Adote práticas de vida mais saudáveis para o tratamento do diabetes gestacional. Melhore a sua alimentação conforme dieta prescrita pelo profissional, bem como realize atividades físicas.

HÁ ALGUMA CONDUTA A SER REALIZADA NO MEU PÓS-PARTO?

Aproximadamente 6 semanas após o parto, a mulher que teve diabetes gestacional deve realizar um novo teste oral de tolerância à glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos. Essa conduta é necessária, porque o histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 ao longo da vida adulta e na senilidade. 

Um fato importante é que o aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto. No entanto,  é essencial a manutenção de uma alimentação balanceada e com a prática regular de atividades físicas para evitar o desenvolvimento de diabetes tipo 2 após o parto.

 Então, para garantir uma vida saudável e o seu bem-estar, bem como o do seu bebê, priorize a sua saúde, continue acompanhando os seus médicos, realizando exames periódicos e não deixe de realizar exercícios físicos e a ingestão de uma dieta balanceada.

 

Garanta a sua saúde e a do seu bebê, o bem-estar de vocês deve sempre vir em primeiro lugar!

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