Como não engravidar após o parto?

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Como manter a contracepção no pós parto ? O retorno da fertilidade no pós-parto depende basicamente de como está sendo a amamentação.

Contracepção

Nasce um bebê, nasce uma mãe e surge também a oportunidade de uma nova gestação. E a necessidade da concepção.

Como manter a contracepção no pós parto ? O retorno da fertilidade no pós-parto depende basicamente de como está sendo a amamentação.

É esperado que uma mãe que não amamente esteja fértil novamente cerca de 40 a 45 dias do puerpério, podendo ocorrer também de forma precoce, após 25 dias do parto. Já aquelas que amamentam de forma exclusiva, na maioria das vezes, não ovulam. Vamos falar um pouquinho desse método!

Método de amenorreia da lactação (LAM)

Esse método pode ser utilizado por aquelas mulheres que estão em aleitamento materno exclusivo, ou seja, que não oferecem nenhum tipo de complemento ao bebê. O hormônio que faz com que a mulher produza leite garante que a ovulação não ocorra.

Porém, a efetividade desse método vai depender muito da quantidade de mamadas e da duração delas. Além disso, a presença de estresse e ansiedade podem acabar interferindo na produção de hormônios e fazer com que a mulher volta a ovular.

O LAM possui eficácia de até 98%, mas para garantir que o método está funcionando a mulher não pode menstruar. Se houver um sangramento por um período maior que dois dias ou que necessite de uso de absorvente, outro método deve ser inserido. A mulher que não está em aleitamento materno exclusivo ou que não confia apenas no LAM como método deve saber que diversas opções estão disponíveis. Por isso é de extrema importância conhecer os métodos anticoncepcionais que podem ser utilizados e fazer uma escolha consciente deles!

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Quando devo iniciar a contracepção?

Para aquelas mulheres que não amamentam ou que complementam a alimentação do bebê com fórmula, o ideal é o contraceptivo seja iniciado até a quarta semana após o parto. Já para aquelas que amamentam exclusivamente, a introdução pode ser adiada até cerca de seis semanas após o parto. O ideal é que essa mulher não fique mais de três meses sem algum método contraceptivo.

Agora vamos falar um pouco sobre os métodos disponíveis!

1. Contracepção  por métodos de barreira:

São aqueles que atuam como barreira física ou mecânica impedindo que os espermatozoides cheguem até o útero. Estamos falando do preservativo masculino (a famosa camisinha) ou feminino, do diafragma e do espermicida.

O diafragma é um copinho de silicone que possui forma de cúpula e deve ser inserido na vagina momentos antes da relação sexual. O ideal é que ele seja utilizado em conjunto com o espermicida, uma espécie de pomada que mata espermatozoides. Mas atenção: o diafragma só deve ser inserido após 6 semanas do parto! Todos esses métodos podem ser usados durante a amamentação!

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2. Contracepção por Dispositivo intrauterino (DIU)

Esse é um ótimo método de escolha! É bastante seguro e eficaz e não interfere na amamentação.

O DIU de cobre, que não possui hormônios, pode ser inserido após 10 minutos que a placenta saiu tanto por via vaginal ou antes de fechar o útero durante a cesariana. Esse dispositivo deve ser colocado no útero até 48 horas após o parto. Passado esse período o ideal é que se espere quatro semanas para inserir o DIU. Mulheres que possuem infecção no útero e ou na vagina só podem inserir o DIU após o completo tratamento e cura.

O DIU Mirena®, o que possui hormônios, também pode ser utilizado. Esse dispositivo, segundo estudos, também não interfere na amamentação e segue as mesmas recomendações de inserção do DIU de cobre. Como possível efeito colateral, muitas mulheres podem parar de menstruar utilizando esse método.

3. Contracepção  por métodos hormonais com progesterona isolada

São eles: contraceptivo oral, injeção trimestral ou o implante subdérmico. Esses são os métodos de escolha para aquelas mulheres que preferem métodos hormonais. Eles podem ser iniciados 6 semanas após o parto e não influenciam na amamentação e no crescimento do recém-nascido. A mulher pode excretar esses hormônios no leite materno, mas é importante salientar que a concentração é considerada muito baixa.

Como opções temos:

 A minipílula: possui doses menores de progesterona. Ela pode ser mantida até 6 meses ou até a mulher menstruar.

 Anticoncepcional oral somente de progesterona: apresenta eficácia maior que a minipílula e pode ser mantida depois que a amamentação termina.

 Injeção trimestral: deve ser iniciada somente 6 semanas pós parto. Entre as vantagens estão a facilidade de uso, feita 1 vez a cada três meses, e poucos efeitos colaterais.

 Implante subdérmico: possui alta eficácia. Tem como vantagem a praticidade e o fato de durar três anos. A fertilidade retorna assim que o implante é removido. Como efeito colateral de todos esses métodos está a falta de menstruação e o sangramento irregular (o spotting!)

4. Contracepção de emergência
A famosa “pílula do dia seguinte” pode ser usada com segurança por todas mulheres que amamentam e que tiveram alguma relação desprotegida ou falha de método. Essa pílula deve ser tomada em até 72 horas após o ato sexual.

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5.  Contracepção por métodos definitivos

Laqueadura tubária e vasectomia. Como o próprio nome diz ambos são DEFINITIVOS e, por isso, devem ser escolhidos com muita cautela. É de extrema importância que essa decisão seja tomada de forma consciente e que o casal concorde com o procedimento. O ideal é que o método seja escolhido fora do momento de gestação e após o término do puerpério. Para que o método seja escolhido é importante que a mulher e ou o parceiro tenham mais de 25 anos OU 2 filhos vivos. Um serviço de planejamento familiar deve ser procurado para que o casal receba toda orientação e suporte necessário.

E os anticoncepcionais combinados?

A mulher após o parto possui uma tendência aumentada a formar trombos. Por esse motivo, o anticoncepcional combinado, aquele que possui progesterona e estrógeno, deve ser evitado até 6 meses após o parto. O motivo é simples: esses medicamentos aumentam ainda mais as chances de trombose além de diminuir a quantidade de leite produzida. Isso tudo se deve ao estrógeno, hormônio que que essa pílula possui.

O pré-natal é o momento ideal para que a mulher discuta com seu médico todos os métodos, seus prós e contras, para que ambos façam a melhor escolha possível!

Converse com seu médico!

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