Como é a anestesia no parto normal?

institutovillamil-anestesianoparto2
Como é feita a anestesia no parto normal? Em geral, existem 2 tipos de fármacos para o alívio da dor: os analgésicos e os anestésicos. Os analgésicos amenizam a dor sem causar perda de sensibilidade ou de movimento, enquanto os anestésicos causam alívio da dor por meio de bloqueio sensitivo, incluindo bloqueio da dor em si. Os fármacos para dor podem ser tanto sistêmicos quanto regionais ou locais. No caso de aplicações regionais, a medicação afeta apenas uma região específica, por exemplo a região abaixo da cintura. Quando falamos de aplicações locais, existe uma atuação da medicação apenas em uma área restrita do corpo. Já as medicações sistêmicas têm uma atuação mais complexa.
Existem 2 tipos de fármacos para o alívio da dor no parto normal: os analgésicos e os anestésicos.
Existem 2 tipos de fármacos mais usados para o alívio da dor no parto normal: os analgésicos e os anestésicos.

Analgesia sistêmica:

A analgesia sistêmica diminui a percepção da dor e tem efeito sedativo, embora não causem perda de consciência. Os principais representantes desse grupo são os opióides. Esses analgésicos são usualmente administrados na forma de injeções ou endovenosos, diretamente na corrente sanguínea. Podem apresentar alguns efeitos colaterais para a mãe que incluem coceira, náuseas, vômitos, sonolência e/ou dificuldade de concentração. Para os bebês, os opióides podem afetar a frequência respiratória e cardíaca do bebê por pequenos períodos de tempo. Outro efeito que pode ser observado nos recém nascidos é a sonolência, que pode tornar o processo de amamentação mais difícil nas primeiras horas pós parto. Com isso, é provável que não seja realizada uma analgesia sistêmica nas últimas horas antes do nascimento. O oxido nítrico (NO) é um gás usado como analgésico do parto por alguns serviços. Ele atua reduzindo a ansiedade e trazendo uma sensação de bem estar, tornando mais fácil de lidar com a dor. Esse gás é administrado na forma inalatória, combinado com oxigênio, por meio de uma máscara. Essa estratégia funciona melhor quando o NO é inalado cerca de 30 segundos antes do início de uma contração. Essa técnica é segura tanto para a mãe quanto para o bebê. Entretanto, algumas mulheres podem experimentar sensação de tonteira ou náuseas durante a inalação do oxido nítrico, mas essas sensações tendem a desaparecer dentro de alguns minutos.  

 Anestesia local:

A anestesia local normalmente é injetada na região em torno dos nervos sensitivos da vagina, vulva e períneo, proporcionando alívio da dor nessas áreas especificas. Essas drogas podem ser utilizadas quando há a necessidade da realização de episiotomia ou quando há necessidade de reparação tecidual pós parto. Quando utilizadas para o alivio da dor durante o parto, essas drogas são administradas imediatamente antes do nascimento. São raras as pacientes que apresentem reações alérgicas no local da aplicação ou lesões nervosas e cardíacas pela administração de altas doses do anestésico. Além disso, a anestesia local raramente afeta o bebê.  

Anestesia geral:

Com a anestesia geral, a mãe não fica acordada e não sente dor. É feita rapidamente e é usada apenas em emergências. Pode ser administrada de forma endovenosa ou por meio de máscara e, após a paciente estar dormindo, é feita a intubação. Essa técnica conta com alguns riscos: o risco de aspiração de líquidos ou fluidos estomacais para os pulmões é um raro, porém importante risco a se considerar. Nesses casos, existe conteúdo não digerido no estomago da mulher, que pode voltar pela boca e ser inalado. Como resultado, um infecção pulmonar, pneumonia, pode ocorrer e ser seria. Por isso a intubação se faz necessária no caso de anestesia geral, sendo que a própria dificuldade em posicionar corretamente o tubo pode apresentar riscos. Além disso, a anestesia geral pode ocasionar em uma diminuição da frequência respiratória do bebê, o tornar menos alerta e, em casos extremos, o recém nascido pode precisar de suporte para respirar após o nascimento.  

Analgesia e anestesia regional:

Como é a anestesia no parto normal? As anestesias e analgesias regionais consistem em estratégias usadas para bloquear a dor nas porções inferiores do corpo, abaixo da cintura.
A anestesia peridural é a técnica mais comum para alívio da dor do parto e nela a medicação é feita diretamente na região intervertebral, por meio de um cateter posicionado na região baixa das costas.
Ambas as técnicas consistem em estratégias usadas para bloquear a dor nas porções inferiores do corpo, abaixo da cintura. Elas incluem bloqueio epidural, bloqueio espinhal e o bloqueio combinado. A medicação inclui um anestésico que pode ser misturado a um analgésico opióide, podendo ser administrada na região da coluna no espaço entre as vértebras. O bloqueio epidural ou anestesia peridural é a técnica mais comum para alívio da dor do parto. Nessa técnica a medicação é feita diretamente na região intervertebral, por meio de um cateter posicionado na região baixa das costas. Durante o trabalho de parto e parto vaginal, a combinação entre analgésicos e anestésicos pode ser empregada. Com isso, paciente pode perceber perda de sensibilidade em áreas mais baixas do corpo, porém permanecendo acordada e alerta durante todo o processo. Além disso, a mãe deve ser capaz de abaixar e empurrar o bebê pelo canal de parto. No caso de cesarianas, a dose do anestésico pode ser aumentada, acarretando perda de sensibilidade completa na porção inferior do corpo.
bloqueio epidural possa tornar a paciente mais confortável, ainda é possivel que a mulher seja capaz de perceber as contrações, bem como sentir exames de toque durante a progressão do parto.
A anestesia epidural permite que a paciente se movimente, porém ela talvez não seja capaz de andar. Essa técnica promove alívio da dor mas a mulher é capaz de sentir Por mais que um bloqueio epidural possa tornar a paciente mais confortável ainda será possível perceber as contrações, por exemplo.
 

Peridural (ou Epidural)

  Com a anestesia peridural, a mulher consegue se mexer porém talvez não seja capaz de andar. Por mais que um bloqueio epidural possa tornar a paciente mais confortável, ainda é possível que a mulher seja capaz de perceber as contrações, bem como sentir exames de toque durante a progressão do parto. Por ser administrada em conjunto com opióides, a peridural pode aumentar os riscos relacionados a anestesia sistêmica, tanto para a mulher quanto para criança. alguns outros efeitos colaterais que podem ser encontrados menos comumente são: diminuição da pressão arterial da mulher, febre, dores de cabeça, lesões na medula espinhal ou nervos, dormência e outros.   institutovillamil-anestesianoparto  

Analgesia raquidiana (ou bloqueio espinhal)

  O bloqueio espinal, assim como a analgesia peridural, é uma forma de anestesia regional. Nesse caso a medicação é administrada na forma de injeção única dentro do líquido que envolve a medula espinal, o líquor. Essa técnica traz alivio rápido da dor porém sua duração é limitada a 1-2 horas. O bloqueio espinhal é mais usado em cesarianas e apresenta os mesmos efeitos colaterais e riscos da peridural.  

Anestesia combinada raqui-peridural (ou bloqueio combinado espinhal-epidural)

  No caso do bloqueio combinado, outra forma de anestesia regional, temos benefícios conjuntos das técnicas. A parte espinhal atua rapidamente para o alívio da dor enquanto a porção epidural garante a continuidade do alívio. Como resultado temos que doses menor de medicações podem ser usadas com esse tipo de bloqueio quando comparadas as doses de medicação na peridural, trazendo o mesmo nível de alívio a dor. Os efeitos colaterais e riscos apresentados por essa técnica também são os mesmos citados anteriormente.    

Leia mais:

 

Vídeos sugeridos:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on tumblr
Share on google
Share on pinterest

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

WhatsApp chat