Amamentação: o que influencia na produção do leite

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A amamentação é recomendada pela OMS de forma exclusiva até os 6 meses do bebê e pelo menos até os 2 anos de idade com alimentação complementar.  Tal recomendação ocorre devido aos inúmeros benefícios existentes na prática de amamentar tanto para a mãe quanto para o bebê. Os principais benefícios para a mãe são: comodidade e higiene, emagrecimento mais rápido, redução da incidência de câncer de mama e de ovário, maior vínculo com a criança e até economia familiar. Já para o bebê alguns dos benefícios são: proteção contra doenças infecciosas, respiratórias e diarreia, menor incidência de alergias e doenças crônicas, melhor desenvolvimento neuropsicomotor e aumento do vínculo com a mãe.

Entretanto a amamentação é um dos tópicos da maternidade que mais causam dúvidas, ansiedade e medo nas mães. Algumas das dúvidas mais frequentes são: será que tenho leite suficiente para alimentar o meu filho? O meu leite é fraco? Devo mudar minha dieta devido à amamentação? O que posso fazer/comer para aumentar a quantidade de leite?  Todas essas, são perguntas bastante ouvidas pelos profissionais da saúde. Então vamos conversar um pouco sobre esses tópicos para tentar esclarecê-las.

Como o leite é produzido?

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Quanto mais a mama é estimulada, ou seja, quanto mais o bebê amamenta, mais leite a mãe produz.

O processo de amamentação sofre influência de dois hormônios principais. A prolactina, responsável pela produção do leite e a ocitocina, responsável pela ejeção do leite. A secreção de prolactina é estimulada pela sucção da mama pelo bebê. A ocitocina está muito relacionada ao meio e estado emocional da mãe. Dessa maneira, percebemos que glândulas mamárias são estimuladas a produzir mais leite à medida que as mamas são esvaziadas. Por isso, quanto mais a criança mama, mais leite a mãe terá. A calma e a paciência da mãe, além de um ambiente tranquilo são fundamentais para uma amamentação bem-sucedida.

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Além disso, é importante destacar que a produção de leite pode iniciar antes do parto. Algumas gestantes relatam a saída do colostro (que é o primeiro leite) a partir do quinto mês de gestação. Nos primeiros dias após o parto, a quantidade de colostro produzida ainda é pequena. Contudo é suficiente para satisfazer o bebê que precisa de pouca quantidade para se sustentar. Entre o terceiro e quinto dia após o parto, a produção de leite aumenta e é quando ocorre a apojadura ou mais popularmente conhecida como descida do leite.

O que devo fazer para aumentar a produção de leite?

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A tranquilidade e a autoconfiança são essenciais para o sucesso da amamentação.

Muitas crenças, mitos, influências familiares, culturais e sociais podem atrapalhar a amamentação e trazer ansiedade e insegurança para a mãe. Tudo isso faz com que ela tenha uma percepção equivocada acerca de sua capacidade de amamentar. Na maioria dos casos, torna-se um grande desafio a ser enfrentado pela nova mamãe, uma vez que esses sentimentos podem provocar uma diminuição na produção de leite. Será necessário então, que esses fatores externos sejam afastados e que se restabeleça a tranquilidade e a autoconfiança para o sucesso da amamentação.

É primordial que se adote como método, a livre demanda, ou seja, é fundamental amamentar a criança sempre que ela quiser e dar tempo a ela para essa “tarefa”, com dedicação e paciência. Como já abordamos anteriormente, quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe vai produzir.

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Outros aspectos a serem observados são uma posição confortável para mãe e bebê, e uma pega adequada, para que haja um melhor aproveitamento. Também são fatores que influenciam no aumento da produção de leite um ambiente tranquilo e sem estresse, a ingestão de bastante líquido, dormir bem e aproveitar para descansar enquanto o bebê também dorme.

 

O que devo comer para aumentar minha produção de leite? O que devo evitar?

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A amamentação traz diversos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, contudo é um direito da mulher amamentar ou não.

Embora não haja nenhuma evidência de que determinados alimentos aumentem a produção de leite, sabe-se que é importante que a mãe que amamenta tenha uma alimentação variada, equilibrada, coma quando estiver com fome e que evite dietas restritivas (regimes). Esses bons hábitos são importantes tanto para a saúde da mãe quanto para a saúde do bebê. Estudos mostram que durante a amamentação, a mulher precisa ingerir até 500 calorias a mais para conseguir manter seu estado nutricional e compensar a energia gasta na produção do leite. Daí a explicação do porquê neste período as mães podem ter seu apetite aumentado.

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É necessário que se tenha bom senso e equilíbrio na escolha dos alimentos, não havendo assim nenhum alimento que não possa ser consumido durante a fase de amamentação, desde que seja saudável.

Não use medicamentos para aumentar a produção do leite e, em caso de dúvidas, sempre converse com seu pediatra.

Mitos e verdades sobre a amamentação!!

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Muitas crenças, mitos, influências familiares, culturais e sociais podem atrapalhar a amamentação.
  • Algumas mulheres têm leite mais fraco, outras mais forte – MITO
  • Algumas mães produzem pouco ou não produzem leite – VERDADEIRO
  • Há um tempo máximo para a mãe amamentar o bebê – MITO
  • A pega do bebê no peito influencia na produção do leite – VERDADE
  • Silicone interfere na amamentação – MITO
  • Cirurgia de redução da mama influencia na amamentação – VERDADE

 

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