Aborto e infertilidade

Aborto

ABORTO DE REPETIÇÃO

Aborto e Infertilidade

 

É designado aborto a perda da gravidez antes de 20 semanas gestacionais (aproximadamente 5 meses), é uma ocorrência obstétrica relativamente frequente e pode causar um grande impacto emocional na mulher.

Em alguns casos pode ocorrer repetidas vezes, necessitando de investigação. Cerca de 10 a 20% de todas as gestações diagnosticadas irão evoluir para um aborto. O risco de um casal vivenciar uma perda gestacional é de 20% para o casal que já teve um aborto, esse risco é de 28% após 2 episódios e sobe para 43% após 3 ou mais episódios.

É considerado aborto de repetição a ocorrência de três ou mais abortos consecutivos que ocorre antes de 20 semanas de gestação. Atualmente já podemos iniciar a investigação de possíveis causas a partir de 2 perdas. Estima-se que 2% a 5% dados casais sofrem com esse problema.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Infelizmente nem sempre será possível diagnosticar uma causa específica, mas há alguns fatores que devem sempre ser investigados diante de um quadro de perdas de repetição. Um fato importante que deve ser levado em conta é a idade gestacional em que ocorreu o aborto, se tardio (após os 3 primeiros meses) ou precoce (nos primeiros 3 meses de gravidez). Além disso, a história clínica detalhada do evento também é importante, como por exemplo, se o aborto ocorreu em um contexto infeccioso ou não.

A principal causa de aborto espontâneo de primeiro trimestre é alguma alteração genética, responsável por aproximadamente 50% dos casos. Isso não significa que os pais tenham alguma alteração genética, a maioria das vezes as alterações ocorrem por um erro na divisão celular durante a formação dos gametas ou na formação do zigoto. Outras vezes os pais podem carregar algumas alterações e para fazer esse diagnóstico, é preciso realizar um exame de cariótipo do casal. As anormalidades estruturais do útero como miomas, pólipos, aderências e útero septado, são outra causa importante de aborto, responsáveis por cerca de 10 a 50% dos casos dependendo dos estudos. Outras causas relacionadas que devem sempre ser investigadas são as trombofilias hereditárias e adquiridas e fatores hormonais. Dentre os fatores hormonais se destacam citar distúrbios da prolactina e tireoide.

QUAL É O TRATAMENTO?

O tratamento é direcionado para a causa do aborto. Infelizmente, como dito anteriormente, nem sempre encontramos a causa.
Se a causa é hormonal, ela deve ser regularizada antes de uma nova gestação. Em casos de septos ou outras anormalidades do útero, a histeroscopia é a melhor forma de resolução, sendo um procedimento pouco invasivo e com ótimos resultados. Já nos casos de trombofilias existem alguns medicamentos que podem diminuir o risco durante a nova gestação.

Outro aspecto fundamental a ser considerado é o impacto psicológico que a vivência dessas perdas pode ter para o casal, dessa forma, o acompanhamento com equipe multidisciplinar se faz ainda mais importante.

A paciente deve buscar orientação, apoio e ajuda.

 

A consulta com ginecologista e obstetra para uma avaliação individualizada antes de planejar uma nova gravidez é imprescindível.

 

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